Jacob Pinheiro Goldberg apresenta a história e projetos do "Museu de Literatura de São Paulo Monteiro Lobato", localizado no interior de São Paulo.
quarta-feira, 16 de março de 2011
segunda-feira, 14 de março de 2011
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Dilma, a elegância da saia justa

Jacob Pinheiro Goldberg - Tribuna de Minas 06/02/2011
Na evolução do movimento feminino, que aspira à conquista do poder, aconteceu no Brasil um episódio emblemático, que vai se eternizar na história. Dilma Roussef no Senado, órgão característico da falocracia ideológica (a chamada Câmara Alta), interrogada se teria mentido aos algozes da ditadura, com os olhos em lágrimas profere lição imorredoura, traduzindo a voz dos oprimidos ao afirmar que o dever da resistência é o código de outra verdade, a verdade da rebeldia.
A criança diante do pai autoritário e arbitrário, o adolescente buscando espaço, o idoso refugiado na sua fraqueza, a mulher saindo da cozinha fazem coro com o estribilho da individualidade se opondo ao terror: Eu sou a Verdade, o Caminho e a Vida.
A grandeza de Diana, a caçadora, se encorpa na mulher de origem abastada, culta, refinada, sofisticada, que lança o pacto com o sonho dos deserdados.
Em conferência que proferi, na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, citei um relatório da Unicef, onde se constata 60 milhões de mulheres a menos nas estatísticas globais devido à violência, espancamentos, ciúmes de honra, desatenção, falta de acesso a unidades médicas e educação, incesto, aborto seletivo, infanticídio, mutilação genital, matrimônio precoce, desnutrição, prostituição e trabalhos forçados.
O automóvel presidencial desfila diante das câmeras e uma agente da segurança acompanha o veículo. Milênios de humilhação revertidos na simbologia de um novo psiquismo. Sempre emprestei valor à sutileza das imagens na retina dos povos, enquanto psicólogo. Acompanhei Ayrton Senna, Lott, Franco Montoro, Marcelinho Carioca, Vitor Belfort, Giba, Jânio Quadros e muito da sociologia do Brasil operando. Mas a cena de Dilma me reporta à minha mãe, a poeta Fanny versejou: "Mentira, você é uma graça".
Realmente o discurso da "verdade" do poder sempre foi a verdade da força contra a virtude da multiplicidade e complexidade do real, matéria essa que abordei na palestra retrorreferida: para o macho, a mulher é a descendente de Eva, insidiosa que induz o honesto Adão ao pecado. Lilith, o demônio feminino babilônico, na literatura esotérica, rainha do mal, esposa de Satã. Acontece que o cosmo inteiro balança e se desloca. La donna é mobile.
Quanto mais Dilma enunciar a verdade feminina, mais desmascara o poder da "verdade" hipócrita da servidão. Nesta semana, um sociólogo do Governo americano declarou que o Governo nunca pode ser "totalmente" transparente.
A liberdade demanda muitas verdades, o totalitarismo tem uma só verdade.
A elegância está no respeito às diferenças.
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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Lula analisado por Goldberg na Band News FM
Confira a seguir uma análise do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, feita pelo Professor Jacob Pinheiro Goldberg no Programa da Inês de Castro da Band News FM.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Dilma, carisma de Diana
Jacob Pinheiro Goldberg analisa a Presidenta Dilma Rousseff
A "Tribuna de Minas" publicou um artigo do Professor Jacob Pinheiro Goldberg sobre o carisma da Presidenta Dilma Rousseff.
Tribuna de Minas - Opinião – Artigo - 04/01/2011
Bello

Jacob Pinheiro Goldberg
Doutor em psicologia e escritor
Sucedendo a Lula, que em artigo na "Folha de São Paulo" classifiquei como o político "mistagogo" - místico e demagogo na tradição de Getúlio e Jânio -, o espaço no simbólico e imaginário para Dilma Rousseff será o kerigma grego da fêmea culta e determinada, Diana a caçadora. A consulta à sua biografia corresponde à destinação histórica.
Alguns anos atrás, a convite do professor Alberto Dutra, apresentei, na Faculdade de Medicina da Universidade de Londres, um seminário sobre o tema "Eva será Deus", estudo que elaborei a respeito da concepção antropomórfica masculina da imagem divina e as repercussões intrapsíquicas dessa realidade na mentalidade social. Exaustivamente, tentei demonstrar a demanda por uma introjeção que possa significativamente alterar o processo das relações entre o poder fálico e o poder virtuoso da feminilidade.
Desde o campo da exploração sexual até o crime da posse machista, somente uma radical alteração de conceito filosófico poderá levar aos limites utópicos do sonho de uma civilização sem discriminações e perversidade.
Vive hoje, o Brasil, um momento singular em que a eleição de Dilma Rousseff marca uma possibilidade que somente o historiador no futuro irá aquilatar.
No livro "O Direito no Divã", antologia organizada por Flávio Goldberg, acompanhando a apresentação do jurista e vice-presidente Michel Temer, contextualiza-se a questão do feminino como eixo central dos jogos jurídicos contemporâneos. A convite da revista "Brasileiros", fiz a análise dos candidatos à presidência, anotando a polarização de Marina Silva e Dilma Rousseff.
O leitor, aliás, poderá acessar no You Tube meu depoimento sobre Marina, feito no dia de sua demissão do Ministério de Lula, em que adivinhei o início de sua caminhada. Pois agora é o cotejo entre essas duas personalidades projetadas de mulher brasileira, a filha de imigrantes, guerrilheira e a mansuetude da cabocla, que me leva a creditar na inflexão profunda da sociedade brasileira que arrebenta diques esclerosados e alça o mito de Diana Caçadora, para um porvir de liderança internacional de uma nação com alteridade modelar de um psiquismo do século XXI.
Lua e não sinhazinha, Dilma tem todos os precedentes, inclusive na luta heróica contra o câncer, para tecer um sonho de "mil e uma noites", ou, como preferia seu escritor Jorge Luiz Borges, "mil noites e mais uma".
Tempo mágico em que as bruxas de Salém não serão queimadas, mas sobre os berços das crianças deverão construir uma nova ordem de irmandade.
A "Tribuna de Minas" publicou um artigo do Professor Jacob Pinheiro Goldberg sobre o carisma da Presidenta Dilma Rousseff.
Tribuna de Minas - Opinião – Artigo - 04/01/2011
Bello

Jacob Pinheiro Goldberg
Doutor em psicologia e escritor
Sucedendo a Lula, que em artigo na "Folha de São Paulo" classifiquei como o político "mistagogo" - místico e demagogo na tradição de Getúlio e Jânio -, o espaço no simbólico e imaginário para Dilma Rousseff será o kerigma grego da fêmea culta e determinada, Diana a caçadora. A consulta à sua biografia corresponde à destinação histórica.
Alguns anos atrás, a convite do professor Alberto Dutra, apresentei, na Faculdade de Medicina da Universidade de Londres, um seminário sobre o tema "Eva será Deus", estudo que elaborei a respeito da concepção antropomórfica masculina da imagem divina e as repercussões intrapsíquicas dessa realidade na mentalidade social. Exaustivamente, tentei demonstrar a demanda por uma introjeção que possa significativamente alterar o processo das relações entre o poder fálico e o poder virtuoso da feminilidade.
Desde o campo da exploração sexual até o crime da posse machista, somente uma radical alteração de conceito filosófico poderá levar aos limites utópicos do sonho de uma civilização sem discriminações e perversidade.
Vive hoje, o Brasil, um momento singular em que a eleição de Dilma Rousseff marca uma possibilidade que somente o historiador no futuro irá aquilatar.
No livro "O Direito no Divã", antologia organizada por Flávio Goldberg, acompanhando a apresentação do jurista e vice-presidente Michel Temer, contextualiza-se a questão do feminino como eixo central dos jogos jurídicos contemporâneos. A convite da revista "Brasileiros", fiz a análise dos candidatos à presidência, anotando a polarização de Marina Silva e Dilma Rousseff.
O leitor, aliás, poderá acessar no You Tube meu depoimento sobre Marina, feito no dia de sua demissão do Ministério de Lula, em que adivinhei o início de sua caminhada. Pois agora é o cotejo entre essas duas personalidades projetadas de mulher brasileira, a filha de imigrantes, guerrilheira e a mansuetude da cabocla, que me leva a creditar na inflexão profunda da sociedade brasileira que arrebenta diques esclerosados e alça o mito de Diana Caçadora, para um porvir de liderança internacional de uma nação com alteridade modelar de um psiquismo do século XXI.
Lua e não sinhazinha, Dilma tem todos os precedentes, inclusive na luta heróica contra o câncer, para tecer um sonho de "mil e uma noites", ou, como preferia seu escritor Jorge Luiz Borges, "mil noites e mais uma".
Tempo mágico em que as bruxas de Salém não serão queimadas, mas sobre os berços das crianças deverão construir uma nova ordem de irmandade.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
‘Segredo de Gerson chocaria o público há 10 anos’, diz psicólogo - (Jacob Pinheiro Goldberg)
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‘Era isso?!’, espantou-se um internauta quando Gerson (Marcello Antony) revelou ao psiquiatra ser viciado em pornografia, ‘sexo sujo’, gostar de ver homens transando em banheiro público e sentir ‘aquele cheiro’.
O tão aguardado capítulo de ‘Passione’ (Globo) de anteontem decepcionou telespectadores. Para o doutor em psicologia Jacob Pinheiro Goldberg, ‘as pessoas hoje aceitam mais a pornografia, são mais tolerantes com essas questões relacionadas ao sexo’. ‘Seria um escândalo há uns dez anos’, avalia.
Goldberg diz que a atração por sujeira é chamada de ripofilia e frisa que o fato de Gerson sentir prazer com sexo e escatologia ‘não é, em si, um problema’. ‘Uma pessoa pode fazer as mesmas coisas que ele e viver bem. O seu sofrimento com isso é que se torna uma neurose.’
Sua reação pode, para Goldberg, estar ligada a uma formação moralista. ‘Quem sabe ele tem um traço de Opus Dei.’ Pode ainda haver ‘desejo enrustido’ de participar da relação gay que vê.
Corredor de carros, Gerson é patrocinado pela Goodyear, que teve da Globo garantia de que o segredo não seria grave a ponto de prejudicar a marca. O capítulo manteve a média de ibope, com 38 pontos (2,28 milhões de domicílios na Grande SP).
“Folha de São Paulo” – 28.12.2010 – Observatório da Imprensa
‘Era isso?!’, espantou-se um internauta quando Gerson (Marcello Antony) revelou ao psiquiatra ser viciado em pornografia, ‘sexo sujo’, gostar de ver homens transando em banheiro público e sentir ‘aquele cheiro’.
O tão aguardado capítulo de ‘Passione’ (Globo) de anteontem decepcionou telespectadores. Para o doutor em psicologia Jacob Pinheiro Goldberg, ‘as pessoas hoje aceitam mais a pornografia, são mais tolerantes com essas questões relacionadas ao sexo’. ‘Seria um escândalo há uns dez anos’, avalia.
Goldberg diz que a atração por sujeira é chamada de ripofilia e frisa que o fato de Gerson sentir prazer com sexo e escatologia ‘não é, em si, um problema’. ‘Uma pessoa pode fazer as mesmas coisas que ele e viver bem. O seu sofrimento com isso é que se torna uma neurose.’
Sua reação pode, para Goldberg, estar ligada a uma formação moralista. ‘Quem sabe ele tem um traço de Opus Dei.’ Pode ainda haver ‘desejo enrustido’ de participar da relação gay que vê.
Corredor de carros, Gerson é patrocinado pela Goodyear, que teve da Globo garantia de que o segredo não seria grave a ponto de prejudicar a marca. O capítulo manteve a média de ibope, com 38 pontos (2,28 milhões de domicílios na Grande SP).
“Folha de São Paulo” – 28.12.2010 – Observatório da Imprensa
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