segunda-feira, 11 de abril de 2011

Caso Realengo: Entenda a cabeça de um sociopata

Imagem: Corbis Imagens

Publicado em: 07-04-2011 às 17h16 no Portal 123achei

Por Luciana Meningue

Nesta quarta-feira, 07, o Brasil ficou chocado com o caso do jovem que abriu fogo contra crianças de uma escola no Realengo, zona Oeste do Rio de Janeiro.
Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, entrou na Escola Municipal Tasso da Silveira munido de duas armas calibre 38 semi automáticas, atirou nos alunos que estavam nas salas e se suicidou em seguida. O jovem matou 11 crianças, deixou 13 feridas e quatro ficaram em estado grave.

Casos semelhantes
Em 1999, no Colorado (EUA), aconteceu o caso da Columbine High School em que Eric Harris, 18 e Dylan Klebold, 17 atiraram em colegas e professores causando a morte de 13 pessoas e deixando 21 feridos. Esse evento foi tema do premiado documentário "Tiros em Columbine" (Bowling for Columbine) filmado em 2002 pelo polêmico diretor Michael Moore.
Em 3 de novembro também do ano de 1999, o estudante de medicina Mateus da Costa Meira entrou na sala 5 do cinema do Morumbi Shopping em São Paulo, com sua submetralhadora Cobray M-11 disparando contra a platéia. Na ocasião morrerem três pessoas, quatro ficaram feridas e 15 em estado de choque. Ele ficou conhecido como "o atirador do cinema" ou "o atirador do shopping".

Entenda como funciona a cabeça de um sociopata:

O Portal 123achei conversou com o Psicólogo Jacob Pinheiro Goldberg sobre os casos de massacres e o comportamento dos envolvidos. Veja a seguir:
Portal 123achei - De que maneira as crianças, adolescentes, professores e as famílias foram afetadas no caso do Realengo?
Goldberg – As pessoas são afetadas direta e indiretamente. De forma direta no caso dos que participaram do acidente (crianças, adolescentes e professores), reagem com medo e indignação, podendo até mesmo desenvolver uma paranóia. Já as famílias que foram atingidas de forma indireta, podem ter efeito pós traumático com manifestações até mesmo físicas como insônia, terror noturno, depressão, etc. Existem muitos tratamentos possíveis dentro da psicologia e da psiquiatria que podem tratar diretamente desses traumas mesmo sabendo que no caso da perda não haverá uma cicatrização.

Portal 123achei – Como podemos identificar um ato de violência como os crimes comentados acima?
Goldberg - Trata-se de uma manifestação de revolta diante do sistema de disciplina e ensino que a cultura e a educação demandam. O indivíduo para aquisição da cultura depende da obediência das regras sociais. Se ele possui uma dificuldade de conviver de maneira razoável com a comunidade em que vive, ele manifesta essa impotência de forma violenta. Desta forma podemos explicar o “abrir fogo” contra as crianças que aparentemente convivem de forma tranquila com aquilo que ele não pode lidar.

Portal 123achei – Qual o perfil que pode vir a ser um sociopata?
Goldberg - O indivíduo que tem o famoso “pavio curto” pode cometer ou vir a apresentar um comportamento violento inesperado, entretanto não é uma regra e podemos encontrar um sociopata que tem um perfil mais recalcado, o famoso “engole sapo”.

Portal 123achei – Acha que uma pessoa aparentemente normal pode vir apresentar um comportamento violento?
Goldberg -Eu não acredito em ruptura instantãnea. Todo crime tem uma gênese, isto é, um começo e um processo. Se alguém acha que um sociopata não tinha até então um coportamento violento certamente essa pessoa não foi bem observada. O sociopata dá indícios em sua biografia.

Jacob Pinheiro Goldber é doutor em psicologia, Psicólogo e Advogado.
Contatos: (11) 3259-5953
E-mail: jacobpgoldeberg@yahoo.com.br
Site: www.jacobpinheirogoldberg
.com.br

Também disponível em: http://www.123achei.com.br/noticias/brasil/2011/04/07/Caso-Realengo:-Entenda-a-cabeca-de-um-sociopata.html

Goldberg fala no Jornal da Band sobre o massacre em escola no RJ

quarta-feira, 30 de março de 2011

sexta-feira, 25 de março de 2011

Desculpe-me pelo sucesso

Tribuna de Minas

Opinião – Artigo

25/03/2011

Nossa cultura carrega uma tradição ambivalente diante da realização humana. O conceito da Torre de Babel, em que os homens são punidos por pretenderem atingir os céus, colide com o desejo de superação e grandeza.

Rudyard Kipling, o poeta de "If", em que se faz a louvação do espírito de superioridade, foi execrado pelo seu entorno de formação colonialista. Curiosa e paradoxalmente, o fascista e farsista Ezra Pound, que serviu a Mussolini, é quase endeusado, alegando-se um martírio por suas posições políticas execráveis. Nos jogos sutis e, às vezes, não tão sutis da hipocrisia intelectual, o êxito do adversário ou do inimigo sempre fica sob suspeita.

E, agora, com a facilitação ensejada pela internet, com seu rasteiro horizonte de informação, formação e manipulação generalizada, a intriga, calúnia, injúria e difamação instauraram uma espécie de oligarquia do escracho. Qualquer semianalfabeto ou semiletrado exercita a arte iconoclasta para levar os vencedores ao charco de esculhambação. Nossa legislação deficitária dificulta a punição daqueles que "editam" e promovem uma ordem caótica.

Basta que um cidadão execute um movimento de destaque - no esporte, na ciência, nas artes, em qualquer atividade humana - e, imediatamente, desperta uma sanha rebaixada para arrastá-lo ao inferno da culpa. Desde o estadista até o vizinho do andar de cima com o automóvel novo, qualquer que consiga um lugar ou lugarzinho ao sol, e pronto. Curiosamente, este processo poupa o malandro verdadeiro, poupa o sacana de encomenda, o corrupto autêntico, o vigarista das letras.

Pelo contrário, a mesma cambada que destrói o corajoso, o realizado, o herói, ela mesma elege o covarde, o fracassado, o bandido no ranqueado (vocabulário da novilíngua de Orwell) aplaudido pela mediocridade e pela canalha do "bullyng" generalizado.

Finalmente, o Brasil tem que viver a convulsão contra a miséria e a desigualdade desumana para que todos (sem exceção) mereçam a dignidade de vida orientada com inteireza. Não existe país democrático sem inteligência e riqueza distribuída.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Desfile Cívico da Emef Fanny Goldberg em Francisco Morato

A Escola Fanny Goldberg de Francisco Morato - SP participou do Desfile Cívico com seus centenas de alunos, trajados com vestes de imigrantes judeus poloneses, enquanto as crianças portavam cartazes e dançavam ao som de músicas judaica.
O filho da consagrada poeta, Jacob Pinheiro Goldberg e o neto, Flávio Goldberg - autor de "O Direito no divã" - encabeçaram o desfile assistido por milhares de pessoas.

















Mais fotos: https://picasaweb.google.com/112029021187324234932/DesfileCivicoEmefFannyGoldberg?feat=directlink

terça-feira, 22 de março de 2011