terça-feira, 16 de setembro de 2014
SIONFOBIA
Sionfobia: Síndrome que se manifesta após a criação do
estado de Israel, por desconstruir o mito canhestro dum cristianismo paulino
baseado no Imaginário e no Simbólico, da responsabilidade deicídio pela morte
de Jesus. Principalmente, a pregação supersticiosa alimentada pelas cruzadas e
a libertação da Terra Santa, criou uma fabula que reúne elementos paranoicos e
histéricos. A simples percepção sensorial da Estrela de David provoca esgares,
sintomas alérgicos, terror noturno, descontrole urinário, diarreia, seguidos de
salivação extrema, raciocínio conturbado, fantasias delirantes e impulsos
destrutivos, inclusive interiorizados. Uma obra típica de psicose narrativa é o
"Protocolo dos Sabios de Sion", enredo divino-satânico que,
indivíduos coléricos atribuem á figura de Theodor Herzl, cujo túmulo seria a
concretização dos seus pesadelos. A sionfobia se distingue do anti-sionismo, política
desenvolvida por grupos nazistas, stalinistas e árabes, dentro de suas teorias
de conspiração respectivas. No Brasil, Gustavo Barroso (Ação Integralista
Brasileira), Ernesto Geisel (ditador germanófilo), e outros sionfóbicos são
referencias da moléstia que vem se disseminando na medida em que Israel se
afirma e resiste a tentativa de destruição. Aliás, a recusa a autofagia,
mormente pelo espectro semiótico de Jerusalém (a cena da crucificação imposta
por Roma ao judeu yeshu ben Yossef), por parte dos israelenses desencadeia os
sintomas retro-referidos, atingindo, particularmente, mentalidades castradas e
com tendências a impotência sexual,minados em projeção onírica pela
"violência sionista desproporcional". O tratamento recomendado, em
casos extremos, é o estudo obrigatório das formulações de João XXIII, Sartre e
Trotsky para diagnóstico correto e aplicação fármaco-terapêutica recomendada,
na linha psiquiátrica pertinente. É doença transmissível por reações coletivas
de massa, e em formas sutis, se apresenta como "solidariedade ás
vitimas", confusão de ambivalência, eis, que, raramente, o altruísmo se
exercitava no próprio lar ou país. JPG
quarta-feira, 23 de julho de 2014
quarta-feira, 21 de maio de 2014
JANGO- A
PSICOLOGIA DO HOMEM DA FRONTEIRA.
Jacob Pinheiro Goldberg.
A construção
da imagética de João Goulart é sedutora pela radicalidade das hipóteses:
estadista revolucionário ou mistagogo populista.
Fazendo observação de uma posição privilegiada, ao coordenar o Comitê General Stoll Nogueira pró-Lott-Jango é da movimentação deste grupo de civis e militares, ligados a esquerda nacionalista- Frente Nacionalista de São Paulo (Casa da Praça da Sé), Campanha de “O Semanário”, de Oswaldo Costa, do “Petróleo é nosso” e outras vertentes, que acompanhei a carreira meteórica de João Goulart evitando anamorfoses, nas sutilezas do seu psiquismo carismático, envolvimentos eleitorais e aquém e além, a figura do típico SER-DA-FRONTEIRA, o gaúcho capitaneando uma saga irrepetível.
No lusco-fusco da cidade e do campo todas as vezes que cruzei com Jango, e muitas vezes, ouvindo as ladainhas e murmúrios do coral que reverbera sua biografia, o movimento oscilante de seu corpo que aos inimigos irrita e aos admiradores hipnotiza, é um destino olímpico que se visualiza. O balanço das pernas no andar, cicatriz do romance-de-formação em que as entidades paternas são a biológica e a de Getúlio.
Lendo “1964 - golpe midiático-civil-militar” e “Jango –a vida e a morte no exílio” de Juremir Machado da Silva, impactado pelas associações e denúncias tremendas que o Autor formula, tive a sensação de uma catarse que, finalmente, ilumina a trajetória deste Jango visionário que, de alguma sorte, escreveu com seu próprio destino e alma – ethos-pathos a epifania brasileira de uma utopia humanística, arrasada pela demência perversa de Mourão Filho que na paranoia (Plano Cohen e Plano Condor), mutilaram nosso povo, torturaram nossa gente, aleijaram gerações. Jango foi golpeado duas vezes: arreado do poder pelas tropas fascistoides e atingido (ex-timo) no seu íntimo pela cruel farsa de sua desqualificação psíquica, desenhada pela imprensa de aluguel.
Numa escalada cinematográfica, a partir da morte de Getulio Vargas, já anunciada e consumada pela catilinária cínica de Carlos Lacerda, o sujeito da fronteira vai emergindo nun bailado sinuoso, mas determinado. E, seguindo os depoimentos publicados no inventario da execração Jango é vitimado pela SIGMA, a entidade terrorista que carregava no seu nome sinistro a raiz integralista.
Esta característica que singulariza suas passagens emocionais, que enraivece as gangues oligárquicas brasileiras, sustentadas pelo dispositivo norte-americano histérico diante da potencia latino-americana que se pretende libertar.
Somente um “Chevalier sans peur et sans reproche”, Quixote ingênuo e matreiro, alimentado na cultura dos pampas, vocação messiânica e arroubos sofisticados, poderia encarnar, alma permeada de todos os contrastes e confrontos, que projetavam em si mesmo, a dialética de um povo sedento de progresso e liberdade, enganado e iludido pela quadrilha de manipulação da opinião publica, com a intenção de sabotar e desconstruir simultaneamente, o homem-mito Jango e a perspectiva de esquerda democrática e nacionalista, em nome da violência brutal de uma banca empresarial insensível que dominava o sistema de informação do país, e , aliás continua mascarada em seu domínio.
Em dezenas de episódios, por exemplo:
A composição da chapa Jan-Jan (Janio me confidenciou em caminhada, no Guarujá a admiração pela competência intelectual de Jango-ver” O Trevo e a Vassoura”, de Gabriel Kwak. Clodesmidt Riani, o maior líder sindical que o Brasil assistiu, na pureza integral, emoção pura em Juiz de Fora quanto a circunstância sacrificial de Jango, o próprio Lott, respeitante (“Um soldado absoluto”, Wagner William) do paisano patriota; Brizola, no café-da-manhã no Hotel Macksoud no dia do enterro de Ayrton Senna, uma lembrança psico-dramática de Jango, personagem á Glauber Rocha. Individuo cravado no chão, com as virtudes e defeitos do homem brasileiro interiorizando , a percepção superlativa de integridade social mas abismal ingenuidade adolescente, vulnerável ás traições, deslealdades e , por isso, oscilando entre a melancólica depressão e arroubo encantado.
E, no confronto, a canalha que insinua adultério de sua esposa para desvirilizar o garanhão, a sublimação diante da sua coragem de evitar um massacre fratricida desejado pelos bandidos, nas redações e nos quartéis.
Em síntese de uma ópera que um dia será escrita, por inteiro, nas palavras de Goethe- Janfo, “humano, demasiadamente humano”. Brecht escreveu lamentando os povos que precisam de heróis. Nesta dimensão dos afetos conheci Jango anti-herói em contraste com a estatuária grotesca dos generais da ditadura. Republicano, democrata, sorvendo o chimarrão, sem espada na mão.
E, por isto, exatamente por isto, odiado pela malta medíocre e maniqueísta que concebe a história como narrativa mentirosa para embalar mentes infantis e a morbidez da neurose social, pautando uma “inteligentzía” prostituída.
Fazendo observação de uma posição privilegiada, ao coordenar o Comitê General Stoll Nogueira pró-Lott-Jango é da movimentação deste grupo de civis e militares, ligados a esquerda nacionalista- Frente Nacionalista de São Paulo (Casa da Praça da Sé), Campanha de “O Semanário”, de Oswaldo Costa, do “Petróleo é nosso” e outras vertentes, que acompanhei a carreira meteórica de João Goulart evitando anamorfoses, nas sutilezas do seu psiquismo carismático, envolvimentos eleitorais e aquém e além, a figura do típico SER-DA-FRONTEIRA, o gaúcho capitaneando uma saga irrepetível.
No lusco-fusco da cidade e do campo todas as vezes que cruzei com Jango, e muitas vezes, ouvindo as ladainhas e murmúrios do coral que reverbera sua biografia, o movimento oscilante de seu corpo que aos inimigos irrita e aos admiradores hipnotiza, é um destino olímpico que se visualiza. O balanço das pernas no andar, cicatriz do romance-de-formação em que as entidades paternas são a biológica e a de Getúlio.
Lendo “1964 - golpe midiático-civil-militar” e “Jango –a vida e a morte no exílio” de Juremir Machado da Silva, impactado pelas associações e denúncias tremendas que o Autor formula, tive a sensação de uma catarse que, finalmente, ilumina a trajetória deste Jango visionário que, de alguma sorte, escreveu com seu próprio destino e alma – ethos-pathos a epifania brasileira de uma utopia humanística, arrasada pela demência perversa de Mourão Filho que na paranoia (Plano Cohen e Plano Condor), mutilaram nosso povo, torturaram nossa gente, aleijaram gerações. Jango foi golpeado duas vezes: arreado do poder pelas tropas fascistoides e atingido (ex-timo) no seu íntimo pela cruel farsa de sua desqualificação psíquica, desenhada pela imprensa de aluguel.
Numa escalada cinematográfica, a partir da morte de Getulio Vargas, já anunciada e consumada pela catilinária cínica de Carlos Lacerda, o sujeito da fronteira vai emergindo nun bailado sinuoso, mas determinado. E, seguindo os depoimentos publicados no inventario da execração Jango é vitimado pela SIGMA, a entidade terrorista que carregava no seu nome sinistro a raiz integralista.
Esta característica que singulariza suas passagens emocionais, que enraivece as gangues oligárquicas brasileiras, sustentadas pelo dispositivo norte-americano histérico diante da potencia latino-americana que se pretende libertar.
Somente um “Chevalier sans peur et sans reproche”, Quixote ingênuo e matreiro, alimentado na cultura dos pampas, vocação messiânica e arroubos sofisticados, poderia encarnar, alma permeada de todos os contrastes e confrontos, que projetavam em si mesmo, a dialética de um povo sedento de progresso e liberdade, enganado e iludido pela quadrilha de manipulação da opinião publica, com a intenção de sabotar e desconstruir simultaneamente, o homem-mito Jango e a perspectiva de esquerda democrática e nacionalista, em nome da violência brutal de uma banca empresarial insensível que dominava o sistema de informação do país, e , aliás continua mascarada em seu domínio.
Em dezenas de episódios, por exemplo:
A composição da chapa Jan-Jan (Janio me confidenciou em caminhada, no Guarujá a admiração pela competência intelectual de Jango-ver” O Trevo e a Vassoura”, de Gabriel Kwak. Clodesmidt Riani, o maior líder sindical que o Brasil assistiu, na pureza integral, emoção pura em Juiz de Fora quanto a circunstância sacrificial de Jango, o próprio Lott, respeitante (“Um soldado absoluto”, Wagner William) do paisano patriota; Brizola, no café-da-manhã no Hotel Macksoud no dia do enterro de Ayrton Senna, uma lembrança psico-dramática de Jango, personagem á Glauber Rocha. Individuo cravado no chão, com as virtudes e defeitos do homem brasileiro interiorizando , a percepção superlativa de integridade social mas abismal ingenuidade adolescente, vulnerável ás traições, deslealdades e , por isso, oscilando entre a melancólica depressão e arroubo encantado.
E, no confronto, a canalha que insinua adultério de sua esposa para desvirilizar o garanhão, a sublimação diante da sua coragem de evitar um massacre fratricida desejado pelos bandidos, nas redações e nos quartéis.
Em síntese de uma ópera que um dia será escrita, por inteiro, nas palavras de Goethe- Janfo, “humano, demasiadamente humano”. Brecht escreveu lamentando os povos que precisam de heróis. Nesta dimensão dos afetos conheci Jango anti-herói em contraste com a estatuária grotesca dos generais da ditadura. Republicano, democrata, sorvendo o chimarrão, sem espada na mão.
E, por isto, exatamente por isto, odiado pela malta medíocre e maniqueísta que concebe a história como narrativa mentirosa para embalar mentes infantis e a morbidez da neurose social, pautando uma “inteligentzía” prostituída.
Jacob
Pinheiro Goldberg é psicólogo, doutor em psicologia, advogado e assistente
social. Autor de “O Direito no divã” 4º lugar na categoria premio Jabuti,
2.012). Professor convidado da Universidade de Stanford (EUA).
quinta-feira, 10 de abril de 2014
A psicologia integralista de 64
Jacob
Pinheiro Goldberg
Psicanalista e
autor de “O Direito no divã”
Terá sido mero acaso e fatalidade que o
general Mourão Filho tenha dado o movimento inicial do golpe de 1964 a partir
de Juiz de Fora? “Vaca fardada”, de pijama vermelho. O mundo de ontem, com
destino ao antes – de – ontem. A “Casa Grande” saiu pela Dutra para (Eurico
Gaspar, o simpatizante do Eixo) esmagar a “senzala”.
Algumas reflexões sobre o desenvolvimento
das forças paranóicas que estimularam a histeria da oligarquia brasileira e das
camadas menos-politizadas da população podem ser preciosas para a compreensão
das placas tectônicas emocionais que fizeram eclodir a nossa farsesca e trágica
opera mussolinesca.
O então capitão Mourão Filho é considerado o
autor intelectual do famigerado “Plano Cohen”, uma invenção a partir da sua
condição de chefe do Serviço Secreto da Ação Integralista Brasileira, liderada
por Plínio Salgado e que tinha no seu “Projeto para o Brasil” o viés do
anti-semita Gustavo Barroso. Cohem é um estereótipo étnico judeu.
Nas fantasias delirantes que associavam o
bolchevismo e o judaísmo como conspirações internacionais, “Deus, Pátria e
Família” sustentaram os pavores provincianos do Sigma e das Marchas que
desencadearam o clima, o patético do Golpe, em Minas dos simpatizantes do
fascismo e nazismo, partejando um nacionalismo enviesado que servia, como continua
a servir, aos interesses norte-americanos.
Comecei a servir ao NPOR, no 12º Regimento
de Infantaria em Juiz de Fora, coincidentemente com a militância estudantil de
esquerda. O clima no quartel era de um esquadrão italiano tolo e fanfarrão em
que se discutia a “ameaça argentina”, de uma guerra imaginária.
Pedi transferência para o C.P.O.R S.P e
depois no 4º Regimento de Infantaria, cheguei ao comando da 1ª Cia. de
Fuzileiros em 1958, sob o comando do posteriormente General Zerbini quando fiz
para a P.U.C. S.P. o trabalho “Serviço Social no Exercito”. Casado com
Terezinha de Jesus, lutadora feroz contra a ditadura, que me indicou senador
pelo PDT, com apoio do Brizola. Aliás, José Maria Crispim, ídolo do PCB
paulista, me disse na Rua Dom Bosco, nº 18, que o Osvino Ferreira Alves seria o
ministro da Guerra do governo socialista, quanto sonho, quanta ilusão.
Já então, muito antes do golpe, coordenando
o Grupo Nacionalista em São Paulo de “O Semanário”, encabeçado pelo General
Stoll Nogueira, pró-Lott, ficou claro que os quartéis teriam que escolher entre
a raiz integralista e a tintura que formou, no Exercito o sentimento de pátria
e socialismo, de Prestes (“Um soldado absoluto” de Wagner Willian). A traição
de Kruel e a manipulação midiática denunciada por Juremir Machado definiram o
horizonte de terror.
Votos para que Juiz de Fora, de Irineu
Guimarães e Clodesmidt Riani, renasça das cinzas e recupere os sonhos de Jango,
o verdadeiro herói enlameado pelo reacionarismo de 1964 e do Golpe Midiático
Civil-Militar.
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