Confira a seguir uma análise do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, feita pelo Professor Jacob Pinheiro Goldberg no Programa da Inês de Castro da Band News FM.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Dilma, carisma de Diana
Jacob Pinheiro Goldberg analisa a Presidenta Dilma Rousseff
A "Tribuna de Minas" publicou um artigo do Professor Jacob Pinheiro Goldberg sobre o carisma da Presidenta Dilma Rousseff.
Tribuna de Minas - Opinião – Artigo - 04/01/2011
Bello

Jacob Pinheiro Goldberg
Doutor em psicologia e escritor
Sucedendo a Lula, que em artigo na "Folha de São Paulo" classifiquei como o político "mistagogo" - místico e demagogo na tradição de Getúlio e Jânio -, o espaço no simbólico e imaginário para Dilma Rousseff será o kerigma grego da fêmea culta e determinada, Diana a caçadora. A consulta à sua biografia corresponde à destinação histórica.
Alguns anos atrás, a convite do professor Alberto Dutra, apresentei, na Faculdade de Medicina da Universidade de Londres, um seminário sobre o tema "Eva será Deus", estudo que elaborei a respeito da concepção antropomórfica masculina da imagem divina e as repercussões intrapsíquicas dessa realidade na mentalidade social. Exaustivamente, tentei demonstrar a demanda por uma introjeção que possa significativamente alterar o processo das relações entre o poder fálico e o poder virtuoso da feminilidade.
Desde o campo da exploração sexual até o crime da posse machista, somente uma radical alteração de conceito filosófico poderá levar aos limites utópicos do sonho de uma civilização sem discriminações e perversidade.
Vive hoje, o Brasil, um momento singular em que a eleição de Dilma Rousseff marca uma possibilidade que somente o historiador no futuro irá aquilatar.
No livro "O Direito no Divã", antologia organizada por Flávio Goldberg, acompanhando a apresentação do jurista e vice-presidente Michel Temer, contextualiza-se a questão do feminino como eixo central dos jogos jurídicos contemporâneos. A convite da revista "Brasileiros", fiz a análise dos candidatos à presidência, anotando a polarização de Marina Silva e Dilma Rousseff.
O leitor, aliás, poderá acessar no You Tube meu depoimento sobre Marina, feito no dia de sua demissão do Ministério de Lula, em que adivinhei o início de sua caminhada. Pois agora é o cotejo entre essas duas personalidades projetadas de mulher brasileira, a filha de imigrantes, guerrilheira e a mansuetude da cabocla, que me leva a creditar na inflexão profunda da sociedade brasileira que arrebenta diques esclerosados e alça o mito de Diana Caçadora, para um porvir de liderança internacional de uma nação com alteridade modelar de um psiquismo do século XXI.
Lua e não sinhazinha, Dilma tem todos os precedentes, inclusive na luta heróica contra o câncer, para tecer um sonho de "mil e uma noites", ou, como preferia seu escritor Jorge Luiz Borges, "mil noites e mais uma".
Tempo mágico em que as bruxas de Salém não serão queimadas, mas sobre os berços das crianças deverão construir uma nova ordem de irmandade.
A "Tribuna de Minas" publicou um artigo do Professor Jacob Pinheiro Goldberg sobre o carisma da Presidenta Dilma Rousseff.
Tribuna de Minas - Opinião – Artigo - 04/01/2011
Bello

Jacob Pinheiro Goldberg
Doutor em psicologia e escritor
Sucedendo a Lula, que em artigo na "Folha de São Paulo" classifiquei como o político "mistagogo" - místico e demagogo na tradição de Getúlio e Jânio -, o espaço no simbólico e imaginário para Dilma Rousseff será o kerigma grego da fêmea culta e determinada, Diana a caçadora. A consulta à sua biografia corresponde à destinação histórica.
Alguns anos atrás, a convite do professor Alberto Dutra, apresentei, na Faculdade de Medicina da Universidade de Londres, um seminário sobre o tema "Eva será Deus", estudo que elaborei a respeito da concepção antropomórfica masculina da imagem divina e as repercussões intrapsíquicas dessa realidade na mentalidade social. Exaustivamente, tentei demonstrar a demanda por uma introjeção que possa significativamente alterar o processo das relações entre o poder fálico e o poder virtuoso da feminilidade.
Desde o campo da exploração sexual até o crime da posse machista, somente uma radical alteração de conceito filosófico poderá levar aos limites utópicos do sonho de uma civilização sem discriminações e perversidade.
Vive hoje, o Brasil, um momento singular em que a eleição de Dilma Rousseff marca uma possibilidade que somente o historiador no futuro irá aquilatar.
No livro "O Direito no Divã", antologia organizada por Flávio Goldberg, acompanhando a apresentação do jurista e vice-presidente Michel Temer, contextualiza-se a questão do feminino como eixo central dos jogos jurídicos contemporâneos. A convite da revista "Brasileiros", fiz a análise dos candidatos à presidência, anotando a polarização de Marina Silva e Dilma Rousseff.
O leitor, aliás, poderá acessar no You Tube meu depoimento sobre Marina, feito no dia de sua demissão do Ministério de Lula, em que adivinhei o início de sua caminhada. Pois agora é o cotejo entre essas duas personalidades projetadas de mulher brasileira, a filha de imigrantes, guerrilheira e a mansuetude da cabocla, que me leva a creditar na inflexão profunda da sociedade brasileira que arrebenta diques esclerosados e alça o mito de Diana Caçadora, para um porvir de liderança internacional de uma nação com alteridade modelar de um psiquismo do século XXI.
Lua e não sinhazinha, Dilma tem todos os precedentes, inclusive na luta heróica contra o câncer, para tecer um sonho de "mil e uma noites", ou, como preferia seu escritor Jorge Luiz Borges, "mil noites e mais uma".
Tempo mágico em que as bruxas de Salém não serão queimadas, mas sobre os berços das crianças deverão construir uma nova ordem de irmandade.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
‘Segredo de Gerson chocaria o público há 10 anos’, diz psicólogo - (Jacob Pinheiro Goldberg)
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‘Era isso?!’, espantou-se um internauta quando Gerson (Marcello Antony) revelou ao psiquiatra ser viciado em pornografia, ‘sexo sujo’, gostar de ver homens transando em banheiro público e sentir ‘aquele cheiro’.
O tão aguardado capítulo de ‘Passione’ (Globo) de anteontem decepcionou telespectadores. Para o doutor em psicologia Jacob Pinheiro Goldberg, ‘as pessoas hoje aceitam mais a pornografia, são mais tolerantes com essas questões relacionadas ao sexo’. ‘Seria um escândalo há uns dez anos’, avalia.
Goldberg diz que a atração por sujeira é chamada de ripofilia e frisa que o fato de Gerson sentir prazer com sexo e escatologia ‘não é, em si, um problema’. ‘Uma pessoa pode fazer as mesmas coisas que ele e viver bem. O seu sofrimento com isso é que se torna uma neurose.’
Sua reação pode, para Goldberg, estar ligada a uma formação moralista. ‘Quem sabe ele tem um traço de Opus Dei.’ Pode ainda haver ‘desejo enrustido’ de participar da relação gay que vê.
Corredor de carros, Gerson é patrocinado pela Goodyear, que teve da Globo garantia de que o segredo não seria grave a ponto de prejudicar a marca. O capítulo manteve a média de ibope, com 38 pontos (2,28 milhões de domicílios na Grande SP).
“Folha de São Paulo” – 28.12.2010 – Observatório da Imprensa
‘Era isso?!’, espantou-se um internauta quando Gerson (Marcello Antony) revelou ao psiquiatra ser viciado em pornografia, ‘sexo sujo’, gostar de ver homens transando em banheiro público e sentir ‘aquele cheiro’.
O tão aguardado capítulo de ‘Passione’ (Globo) de anteontem decepcionou telespectadores. Para o doutor em psicologia Jacob Pinheiro Goldberg, ‘as pessoas hoje aceitam mais a pornografia, são mais tolerantes com essas questões relacionadas ao sexo’. ‘Seria um escândalo há uns dez anos’, avalia.
Goldberg diz que a atração por sujeira é chamada de ripofilia e frisa que o fato de Gerson sentir prazer com sexo e escatologia ‘não é, em si, um problema’. ‘Uma pessoa pode fazer as mesmas coisas que ele e viver bem. O seu sofrimento com isso é que se torna uma neurose.’
Sua reação pode, para Goldberg, estar ligada a uma formação moralista. ‘Quem sabe ele tem um traço de Opus Dei.’ Pode ainda haver ‘desejo enrustido’ de participar da relação gay que vê.
Corredor de carros, Gerson é patrocinado pela Goodyear, que teve da Globo garantia de que o segredo não seria grave a ponto de prejudicar a marca. O capítulo manteve a média de ibope, com 38 pontos (2,28 milhões de domicílios na Grande SP).
“Folha de São Paulo” – 28.12.2010 – Observatório da Imprensa
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Jacob Pinheiro Goldberg na Radio Eldorado defende plebiscito.
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Acesse o link http://www.territorioeldorado.limao.com.br/noticias/not86870.shtm e clique em OUVIR e PLAY-LIST Referendos e Plebiscitos estimulam senso crítico do eleitor, diz especialista.
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Acesse o link http://www.territorioeldorado.limao.com.br/noticias/not86870.shtm e clique em OUVIR e PLAY-LIST Referendos e Plebiscitos estimulam senso crítico do eleitor, diz especialista.
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sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Eduardo Marini no R7 entrevista Jacob Pinheiro Goldberg sobre “A Fazenda” definindo o comportamento paradoxal.
Nany People fora. Psicólogo explica porque só detonam os mais famosos na Fazenda.
Entrevista para Eduardo Marini em que Goldberg sintetiza o comportamento paradoxal do programa da TV Record.
Acesse:
http://noticias.r7.com/blogs/eduardo-marini/2010/11/05/psicologo-explica-porque-o-publico-so-detona-os-mais-famosos-nesta-fazenda/
Entrevista para Eduardo Marini em que Goldberg sintetiza o comportamento paradoxal do programa da TV Record.
Acesse:
http://noticias.r7.com/blogs/eduardo-marini/2010/11/05/psicologo-explica-porque-o-publico-so-detona-os-mais-famosos-nesta-fazenda/
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Goldberg analisa candidatos – Telejornalismo PUC.
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Dr. Jacob fala sobre o perfil psicológico dos candidatos à presidência do Brasil. Entrevista para os alunos do Prof. Marcos Cripa do curso de Telejornalismo da PUC-SP. Setembro de 2010.
Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=nwV34zmbunA
Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=3E2mCAXhZkA
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Dr. Jacob fala sobre o perfil psicológico dos candidatos à presidência do Brasil. Entrevista para os alunos do Prof. Marcos Cripa do curso de Telejornalismo da PUC-SP. Setembro de 2010.
Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=nwV34zmbunA
Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=3E2mCAXhZkA
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quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Analise de Goldberg
“Zé”, o erro de José Serra
Guilherme Evelin – Revista “Época”
É certo que as dificuldades da campanha presidencial de José Serra já estavam anunciadas desde o começo da disputa eleitoral, por causa da popularidade do governo Lula e da boa situação da economia. Mas parece claro, a esta altura do campeonato, que alguns erros de condução da campanha tucana também contribuíram decisivamente para a complicada situação em que se encontra hoje Serra – na torcida para a realização de um segundo turno.
Um grande equívoco da campanha, na opinião de muitos analistas, foi a tentativa de popularizar artificialmente a imagem de Serra, com a criação da figura do “Zé” no lugar do tradicional “José Serra”, mostrada no primeiro programa eleitoral na TV (veja vídeo abaixo). A ideia era construir a imagem do tucano como uma extensão de Lula, que tem origem familiar pobre e costuma recorrer a expressões populares no seu discurso. Mas teve efeito contrário. Acabou transmitindo uma impressão de hesitação por parte de Serra, como apontou o psicólogo Jacob Pinheiro Goldberg, que trabalha há vinte anos com o tema do imaginário popular na política. Em entrevista à repórter Ana Aranha, para a reportagem “Os candidatos à presidência no divã”, publicada pela revista ÉPOCA na edição 641, de 30 de agosto, Goldberg disse que a figura do “Zé” prejudicava a campanha tucana. “Serra não deve se fantasiar de pobre ou de Lula. É um risco ficar nessa oscilação hamletiana, esse ser ou não ser”, afirmou Goldberg.
Na semana passada, o sociólogo Marcos Coimbra, diretor do instituto de pesquisas Vox Populi, fez uma crítica semelhante, ao dissecar, numa palestra na Casa do Saber, no Rio de Janeiro,algumas das razões do favoritismo da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, na eleição presidencial. Para Coimbra, a criação do “Zé” foi um dos principais erros da campanha tucana. “O espaço do “Zé” já estava ocupado no imaginário popular pelo Lula. Serra teria tido mais sucesso se tivesse se apresentado como José Serra. Ou seja, a campanha de Serra não precisou dos adversários para ser descontruída”, afirmou Coimbra.
Os assessores de Serra, pelo visto, perceberam também o tamanho do engano. Logo, logo, aposentaram o “Zé”. José Serra voltou a ser chamado na propaganda eleitoral simplesmente de “Serra”
Guilherme Evelin – Revista “Época”
É certo que as dificuldades da campanha presidencial de José Serra já estavam anunciadas desde o começo da disputa eleitoral, por causa da popularidade do governo Lula e da boa situação da economia. Mas parece claro, a esta altura do campeonato, que alguns erros de condução da campanha tucana também contribuíram decisivamente para a complicada situação em que se encontra hoje Serra – na torcida para a realização de um segundo turno.
Um grande equívoco da campanha, na opinião de muitos analistas, foi a tentativa de popularizar artificialmente a imagem de Serra, com a criação da figura do “Zé” no lugar do tradicional “José Serra”, mostrada no primeiro programa eleitoral na TV (veja vídeo abaixo). A ideia era construir a imagem do tucano como uma extensão de Lula, que tem origem familiar pobre e costuma recorrer a expressões populares no seu discurso. Mas teve efeito contrário. Acabou transmitindo uma impressão de hesitação por parte de Serra, como apontou o psicólogo Jacob Pinheiro Goldberg, que trabalha há vinte anos com o tema do imaginário popular na política. Em entrevista à repórter Ana Aranha, para a reportagem “Os candidatos à presidência no divã”, publicada pela revista ÉPOCA na edição 641, de 30 de agosto, Goldberg disse que a figura do “Zé” prejudicava a campanha tucana. “Serra não deve se fantasiar de pobre ou de Lula. É um risco ficar nessa oscilação hamletiana, esse ser ou não ser”, afirmou Goldberg.
Na semana passada, o sociólogo Marcos Coimbra, diretor do instituto de pesquisas Vox Populi, fez uma crítica semelhante, ao dissecar, numa palestra na Casa do Saber, no Rio de Janeiro,algumas das razões do favoritismo da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, na eleição presidencial. Para Coimbra, a criação do “Zé” foi um dos principais erros da campanha tucana. “O espaço do “Zé” já estava ocupado no imaginário popular pelo Lula. Serra teria tido mais sucesso se tivesse se apresentado como José Serra. Ou seja, a campanha de Serra não precisou dos adversários para ser descontruída”, afirmou Coimbra.
Os assessores de Serra, pelo visto, perceberam também o tamanho do engano. Logo, logo, aposentaram o “Zé”. José Serra voltou a ser chamado na propaganda eleitoral simplesmente de “Serra”
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