Em 17-07-2010 projetei pela primeira vez http://youtu.be/YczWRhEMZF4
o percurso de Marina Silva décadas antes antecipei JK (artigo abaixo). Quem viver, verá...
SAGRADO LAMIR DAVID - MEDICO E ESCRITOR
JUIZ DE FORA...DE OUTRORA...AGORA!!!
Juiz de fora, foi, é, e sempre Será a prova de que uma metrópole se mede por suas qualidades humanas e culturais, jamais por seu tamanho, mais capaz de transformá-la naquilo que, hoje chamamos de uma perigosa e ameaçadora monstrópole! E nossa querida cidade, hoje com uma população flutuante mensal de 1 milhão e meio de habitantes, mantém aquela estrutura de alta qualidade no que se refere á saúde, á educação e á segurança de seus cidadão! Naquilo de outrora, DA saudosa e inesquecível década de 1950, lembro-me muito bem, ao lado do Grande amigo Jacob Pinheiro Goldberg, naquela que já era a terceira maior cidade industrial brasileira, recebendo o apoteótico apelido de Manchester Mineira, mas também chamada de Atenas Mineira e Princesa de Minas, por seu alto nível educacional, com colégios do padrão do famoso O Granbery, de orientação metodista, a Academia de Comércio, de jesuítas, O Stella Matutina, o Santa Catarina, o Santos Anjos, funcionando em clássicos e arquitetônicos prédios, dos quais subsistiram o Granbery, a Academia, o Santa Catarina e o Santos Anjos, aparecendo outros, como o magnífico Jesuítas, além DA espetacular UFJF, das melhores universidades públicas do país, e numerosas outras faculdades e universidades brasileiras, transformando nossa querida JF num dos maiores centros de ensino do país procurado até por alunos estrangeiros!Antes disso... Porém... Na década de 1950. Eu, Jacob e outros amigos, fazíamos o famoso “footing” na tradicional Rua Halfeld, Jacob, de origem israelita, filho do Sr. Luizinho, prestamista que tinha seu negócio na Rua Batista de Oliveira em cima do bar do Maninho o Bar Acadêmico, e que tinha como recepcionista o meu amigo de infância do Bairro de São Mateus, o hoje famoso escritos e poeta Affonso Romano de Sant’Anna, que disputava comigo rapidez em pegar e descer do bonde andando, onde obtive algumas vitórias... E quantas lembranças do “footing” DA Halfeld... Certa vez, eu e Jacob, saíamos da Galeria Pio X, e vimos várias autoridades descendo a rua, e Jacob apontou-me um, e perguntou-me quem era. Respondi-lhe que era Juscelino Kubitschek, ex-prefeito de BH. E Jacob, sempre clarividente completou: Será o futuro presidente do Brasil!E não deu outra... Tendo, depois, nos honrado, sendo paraninfo da Primeira Turma da Faculdade de Medicina de JF , em 1958, da qual fiz parte! Os excelentes teatros e cinemas, além de ótimos filmes, sempre estavam abertos para empresas teatrais, como Cacilda Becker, Procópio, além de programas de rádio, como o César de Alencar e Paulo Gracindo! Cantores famosos, de Chico Alves a Orlando Silva e Silvio Caldas, o que me faz lembrar-se do saudoso craque. Heleno de Freitas, que, em seus últimos duas, internado em Barbacena, tinha liberdade para passar OS finais de semana em JF, onde nos tornamos amigos, fazendo caminhadas pela Halfeld e indo juntos assistir uma peça teatral de famosa companhia carioca... E Jacob e eu, ao lado de inteligentes descendentes de libaneses, sírios, armênios, judeus, italianos e portugueses, vivíamos a a poli e democrática cultura juizforana, sempre impregnada DA alma negra e mulata de muitos de seus respeitados moradores, inclusive indo aprender a dançar, com belas e simpáticas negras e mulatas, no famoso Elite Clube, na parte baixa DA Rua Halfed, onde havia uma integração de causar inveja aos anti-racistas de hoje!!!
Hoje aos oitenta anos, eu e Jacob, continuamos solidários em nossas lembranças juizforanas, ele, em SP, bem sucedido psicólogo advogado e assistente social, e eu médico ex-prof. De Farmacologia da UFJF, ex Research-Scholar DA Univ. do Sul DA Flórida, escritos e articulista de vários jornais brasileiros! Caro Jacob Juiz de Fora sempre me bastou, como Atenas para Sócrates!! Terra de Murilo Mendes e de Pedro Nava!
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
terça-feira, 16 de setembro de 2014
SIONFOBIA
Sionfobia: Síndrome que se manifesta após a criação do
estado de Israel, por desconstruir o mito canhestro dum cristianismo paulino
baseado no Imaginário e no Simbólico, da responsabilidade deicídio pela morte
de Jesus. Principalmente, a pregação supersticiosa alimentada pelas cruzadas e
a libertação da Terra Santa, criou uma fabula que reúne elementos paranoicos e
histéricos. A simples percepção sensorial da Estrela de David provoca esgares,
sintomas alérgicos, terror noturno, descontrole urinário, diarreia, seguidos de
salivação extrema, raciocínio conturbado, fantasias delirantes e impulsos
destrutivos, inclusive interiorizados. Uma obra típica de psicose narrativa é o
"Protocolo dos Sabios de Sion", enredo divino-satânico que,
indivíduos coléricos atribuem á figura de Theodor Herzl, cujo túmulo seria a
concretização dos seus pesadelos. A sionfobia se distingue do anti-sionismo, política
desenvolvida por grupos nazistas, stalinistas e árabes, dentro de suas teorias
de conspiração respectivas. No Brasil, Gustavo Barroso (Ação Integralista
Brasileira), Ernesto Geisel (ditador germanófilo), e outros sionfóbicos são
referencias da moléstia que vem se disseminando na medida em que Israel se
afirma e resiste a tentativa de destruição. Aliás, a recusa a autofagia,
mormente pelo espectro semiótico de Jerusalém (a cena da crucificação imposta
por Roma ao judeu yeshu ben Yossef), por parte dos israelenses desencadeia os
sintomas retro-referidos, atingindo, particularmente, mentalidades castradas e
com tendências a impotência sexual,minados em projeção onírica pela
"violência sionista desproporcional". O tratamento recomendado, em
casos extremos, é o estudo obrigatório das formulações de João XXIII, Sartre e
Trotsky para diagnóstico correto e aplicação fármaco-terapêutica recomendada,
na linha psiquiátrica pertinente. É doença transmissível por reações coletivas
de massa, e em formas sutis, se apresenta como "solidariedade ás
vitimas", confusão de ambivalência, eis, que, raramente, o altruísmo se
exercitava no próprio lar ou país. JPG
quarta-feira, 23 de julho de 2014
quarta-feira, 21 de maio de 2014
JANGO- A
PSICOLOGIA DO HOMEM DA FRONTEIRA.
Jacob Pinheiro Goldberg.
A construção
da imagética de João Goulart é sedutora pela radicalidade das hipóteses:
estadista revolucionário ou mistagogo populista.
Fazendo observação de uma posição privilegiada, ao coordenar o Comitê General Stoll Nogueira pró-Lott-Jango é da movimentação deste grupo de civis e militares, ligados a esquerda nacionalista- Frente Nacionalista de São Paulo (Casa da Praça da Sé), Campanha de “O Semanário”, de Oswaldo Costa, do “Petróleo é nosso” e outras vertentes, que acompanhei a carreira meteórica de João Goulart evitando anamorfoses, nas sutilezas do seu psiquismo carismático, envolvimentos eleitorais e aquém e além, a figura do típico SER-DA-FRONTEIRA, o gaúcho capitaneando uma saga irrepetível.
No lusco-fusco da cidade e do campo todas as vezes que cruzei com Jango, e muitas vezes, ouvindo as ladainhas e murmúrios do coral que reverbera sua biografia, o movimento oscilante de seu corpo que aos inimigos irrita e aos admiradores hipnotiza, é um destino olímpico que se visualiza. O balanço das pernas no andar, cicatriz do romance-de-formação em que as entidades paternas são a biológica e a de Getúlio.
Lendo “1964 - golpe midiático-civil-militar” e “Jango –a vida e a morte no exílio” de Juremir Machado da Silva, impactado pelas associações e denúncias tremendas que o Autor formula, tive a sensação de uma catarse que, finalmente, ilumina a trajetória deste Jango visionário que, de alguma sorte, escreveu com seu próprio destino e alma – ethos-pathos a epifania brasileira de uma utopia humanística, arrasada pela demência perversa de Mourão Filho que na paranoia (Plano Cohen e Plano Condor), mutilaram nosso povo, torturaram nossa gente, aleijaram gerações. Jango foi golpeado duas vezes: arreado do poder pelas tropas fascistoides e atingido (ex-timo) no seu íntimo pela cruel farsa de sua desqualificação psíquica, desenhada pela imprensa de aluguel.
Numa escalada cinematográfica, a partir da morte de Getulio Vargas, já anunciada e consumada pela catilinária cínica de Carlos Lacerda, o sujeito da fronteira vai emergindo nun bailado sinuoso, mas determinado. E, seguindo os depoimentos publicados no inventario da execração Jango é vitimado pela SIGMA, a entidade terrorista que carregava no seu nome sinistro a raiz integralista.
Esta característica que singulariza suas passagens emocionais, que enraivece as gangues oligárquicas brasileiras, sustentadas pelo dispositivo norte-americano histérico diante da potencia latino-americana que se pretende libertar.
Somente um “Chevalier sans peur et sans reproche”, Quixote ingênuo e matreiro, alimentado na cultura dos pampas, vocação messiânica e arroubos sofisticados, poderia encarnar, alma permeada de todos os contrastes e confrontos, que projetavam em si mesmo, a dialética de um povo sedento de progresso e liberdade, enganado e iludido pela quadrilha de manipulação da opinião publica, com a intenção de sabotar e desconstruir simultaneamente, o homem-mito Jango e a perspectiva de esquerda democrática e nacionalista, em nome da violência brutal de uma banca empresarial insensível que dominava o sistema de informação do país, e , aliás continua mascarada em seu domínio.
Em dezenas de episódios, por exemplo:
A composição da chapa Jan-Jan (Janio me confidenciou em caminhada, no Guarujá a admiração pela competência intelectual de Jango-ver” O Trevo e a Vassoura”, de Gabriel Kwak. Clodesmidt Riani, o maior líder sindical que o Brasil assistiu, na pureza integral, emoção pura em Juiz de Fora quanto a circunstância sacrificial de Jango, o próprio Lott, respeitante (“Um soldado absoluto”, Wagner William) do paisano patriota; Brizola, no café-da-manhã no Hotel Macksoud no dia do enterro de Ayrton Senna, uma lembrança psico-dramática de Jango, personagem á Glauber Rocha. Individuo cravado no chão, com as virtudes e defeitos do homem brasileiro interiorizando , a percepção superlativa de integridade social mas abismal ingenuidade adolescente, vulnerável ás traições, deslealdades e , por isso, oscilando entre a melancólica depressão e arroubo encantado.
E, no confronto, a canalha que insinua adultério de sua esposa para desvirilizar o garanhão, a sublimação diante da sua coragem de evitar um massacre fratricida desejado pelos bandidos, nas redações e nos quartéis.
Em síntese de uma ópera que um dia será escrita, por inteiro, nas palavras de Goethe- Janfo, “humano, demasiadamente humano”. Brecht escreveu lamentando os povos que precisam de heróis. Nesta dimensão dos afetos conheci Jango anti-herói em contraste com a estatuária grotesca dos generais da ditadura. Republicano, democrata, sorvendo o chimarrão, sem espada na mão.
E, por isto, exatamente por isto, odiado pela malta medíocre e maniqueísta que concebe a história como narrativa mentirosa para embalar mentes infantis e a morbidez da neurose social, pautando uma “inteligentzía” prostituída.
Fazendo observação de uma posição privilegiada, ao coordenar o Comitê General Stoll Nogueira pró-Lott-Jango é da movimentação deste grupo de civis e militares, ligados a esquerda nacionalista- Frente Nacionalista de São Paulo (Casa da Praça da Sé), Campanha de “O Semanário”, de Oswaldo Costa, do “Petróleo é nosso” e outras vertentes, que acompanhei a carreira meteórica de João Goulart evitando anamorfoses, nas sutilezas do seu psiquismo carismático, envolvimentos eleitorais e aquém e além, a figura do típico SER-DA-FRONTEIRA, o gaúcho capitaneando uma saga irrepetível.
No lusco-fusco da cidade e do campo todas as vezes que cruzei com Jango, e muitas vezes, ouvindo as ladainhas e murmúrios do coral que reverbera sua biografia, o movimento oscilante de seu corpo que aos inimigos irrita e aos admiradores hipnotiza, é um destino olímpico que se visualiza. O balanço das pernas no andar, cicatriz do romance-de-formação em que as entidades paternas são a biológica e a de Getúlio.
Lendo “1964 - golpe midiático-civil-militar” e “Jango –a vida e a morte no exílio” de Juremir Machado da Silva, impactado pelas associações e denúncias tremendas que o Autor formula, tive a sensação de uma catarse que, finalmente, ilumina a trajetória deste Jango visionário que, de alguma sorte, escreveu com seu próprio destino e alma – ethos-pathos a epifania brasileira de uma utopia humanística, arrasada pela demência perversa de Mourão Filho que na paranoia (Plano Cohen e Plano Condor), mutilaram nosso povo, torturaram nossa gente, aleijaram gerações. Jango foi golpeado duas vezes: arreado do poder pelas tropas fascistoides e atingido (ex-timo) no seu íntimo pela cruel farsa de sua desqualificação psíquica, desenhada pela imprensa de aluguel.
Numa escalada cinematográfica, a partir da morte de Getulio Vargas, já anunciada e consumada pela catilinária cínica de Carlos Lacerda, o sujeito da fronteira vai emergindo nun bailado sinuoso, mas determinado. E, seguindo os depoimentos publicados no inventario da execração Jango é vitimado pela SIGMA, a entidade terrorista que carregava no seu nome sinistro a raiz integralista.
Esta característica que singulariza suas passagens emocionais, que enraivece as gangues oligárquicas brasileiras, sustentadas pelo dispositivo norte-americano histérico diante da potencia latino-americana que se pretende libertar.
Somente um “Chevalier sans peur et sans reproche”, Quixote ingênuo e matreiro, alimentado na cultura dos pampas, vocação messiânica e arroubos sofisticados, poderia encarnar, alma permeada de todos os contrastes e confrontos, que projetavam em si mesmo, a dialética de um povo sedento de progresso e liberdade, enganado e iludido pela quadrilha de manipulação da opinião publica, com a intenção de sabotar e desconstruir simultaneamente, o homem-mito Jango e a perspectiva de esquerda democrática e nacionalista, em nome da violência brutal de uma banca empresarial insensível que dominava o sistema de informação do país, e , aliás continua mascarada em seu domínio.
Em dezenas de episódios, por exemplo:
A composição da chapa Jan-Jan (Janio me confidenciou em caminhada, no Guarujá a admiração pela competência intelectual de Jango-ver” O Trevo e a Vassoura”, de Gabriel Kwak. Clodesmidt Riani, o maior líder sindical que o Brasil assistiu, na pureza integral, emoção pura em Juiz de Fora quanto a circunstância sacrificial de Jango, o próprio Lott, respeitante (“Um soldado absoluto”, Wagner William) do paisano patriota; Brizola, no café-da-manhã no Hotel Macksoud no dia do enterro de Ayrton Senna, uma lembrança psico-dramática de Jango, personagem á Glauber Rocha. Individuo cravado no chão, com as virtudes e defeitos do homem brasileiro interiorizando , a percepção superlativa de integridade social mas abismal ingenuidade adolescente, vulnerável ás traições, deslealdades e , por isso, oscilando entre a melancólica depressão e arroubo encantado.
E, no confronto, a canalha que insinua adultério de sua esposa para desvirilizar o garanhão, a sublimação diante da sua coragem de evitar um massacre fratricida desejado pelos bandidos, nas redações e nos quartéis.
Em síntese de uma ópera que um dia será escrita, por inteiro, nas palavras de Goethe- Janfo, “humano, demasiadamente humano”. Brecht escreveu lamentando os povos que precisam de heróis. Nesta dimensão dos afetos conheci Jango anti-herói em contraste com a estatuária grotesca dos generais da ditadura. Republicano, democrata, sorvendo o chimarrão, sem espada na mão.
E, por isto, exatamente por isto, odiado pela malta medíocre e maniqueísta que concebe a história como narrativa mentirosa para embalar mentes infantis e a morbidez da neurose social, pautando uma “inteligentzía” prostituída.
Jacob
Pinheiro Goldberg é psicólogo, doutor em psicologia, advogado e assistente
social. Autor de “O Direito no divã” 4º lugar na categoria premio Jabuti,
2.012). Professor convidado da Universidade de Stanford (EUA).
quinta-feira, 10 de abril de 2014
A psicologia integralista de 64
Jacob
Pinheiro Goldberg
Psicanalista e
autor de “O Direito no divã”
Terá sido mero acaso e fatalidade que o
general Mourão Filho tenha dado o movimento inicial do golpe de 1964 a partir
de Juiz de Fora? “Vaca fardada”, de pijama vermelho. O mundo de ontem, com
destino ao antes – de – ontem. A “Casa Grande” saiu pela Dutra para (Eurico
Gaspar, o simpatizante do Eixo) esmagar a “senzala”.
Algumas reflexões sobre o desenvolvimento
das forças paranóicas que estimularam a histeria da oligarquia brasileira e das
camadas menos-politizadas da população podem ser preciosas para a compreensão
das placas tectônicas emocionais que fizeram eclodir a nossa farsesca e trágica
opera mussolinesca.
O então capitão Mourão Filho é considerado o
autor intelectual do famigerado “Plano Cohen”, uma invenção a partir da sua
condição de chefe do Serviço Secreto da Ação Integralista Brasileira, liderada
por Plínio Salgado e que tinha no seu “Projeto para o Brasil” o viés do
anti-semita Gustavo Barroso. Cohem é um estereótipo étnico judeu.
Nas fantasias delirantes que associavam o
bolchevismo e o judaísmo como conspirações internacionais, “Deus, Pátria e
Família” sustentaram os pavores provincianos do Sigma e das Marchas que
desencadearam o clima, o patético do Golpe, em Minas dos simpatizantes do
fascismo e nazismo, partejando um nacionalismo enviesado que servia, como continua
a servir, aos interesses norte-americanos.
Comecei a servir ao NPOR, no 12º Regimento
de Infantaria em Juiz de Fora, coincidentemente com a militância estudantil de
esquerda. O clima no quartel era de um esquadrão italiano tolo e fanfarrão em
que se discutia a “ameaça argentina”, de uma guerra imaginária.
Pedi transferência para o C.P.O.R S.P e
depois no 4º Regimento de Infantaria, cheguei ao comando da 1ª Cia. de
Fuzileiros em 1958, sob o comando do posteriormente General Zerbini quando fiz
para a P.U.C. S.P. o trabalho “Serviço Social no Exercito”. Casado com
Terezinha de Jesus, lutadora feroz contra a ditadura, que me indicou senador
pelo PDT, com apoio do Brizola. Aliás, José Maria Crispim, ídolo do PCB
paulista, me disse na Rua Dom Bosco, nº 18, que o Osvino Ferreira Alves seria o
ministro da Guerra do governo socialista, quanto sonho, quanta ilusão.
Já então, muito antes do golpe, coordenando
o Grupo Nacionalista em São Paulo de “O Semanário”, encabeçado pelo General
Stoll Nogueira, pró-Lott, ficou claro que os quartéis teriam que escolher entre
a raiz integralista e a tintura que formou, no Exercito o sentimento de pátria
e socialismo, de Prestes (“Um soldado absoluto” de Wagner Willian). A traição
de Kruel e a manipulação midiática denunciada por Juremir Machado definiram o
horizonte de terror.
Votos para que Juiz de Fora, de Irineu
Guimarães e Clodesmidt Riani, renasça das cinzas e recupere os sonhos de Jango,
o verdadeiro herói enlameado pelo reacionarismo de 1964 e do Golpe Midiático
Civil-Militar.
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